Existe uma categoria de lugar que todo mundo que mora em Floripa conhece e quase nenhum guia descreve direito: o pós-praia. Não é beach club — não tem espreguiçadeira na areia nem consumação mínima. É onde você vai depois, com a areia ainda no pé, para ver o sol baixar com uma cerveja gelada na mão.
O Casa diPraia, no Novo Campeche, é um desses. E a primeira coisa que você precisa saber é que ele não fica na praia.
Onde fica, de verdade
O endereço é Servidão Cristóvão Luiz Martins, 230, e a rua é estreita — do tipo que você passa reto se não estiver procurando. Há três formas de chegar:
De carro, pela rua. Saindo da rua principal do Novo Campeche, vire à esquerda: é a primeira rua à esquerda.
De carro, pelo estacionamento. Dá para entrar direto por ele, e é o caminho mais simples se for a primeira vez.
A pé, saindo da praia. Se você já está na areia do Novo Campeche, procure o primeiro posto de guarda-vidas amarelo. Dali sai uma trilha de uns 40 metros que termina na entrada.
Essa trilha é o detalhe que faz o lugar ser o que é. Ela filtra: quem chega ali, chega porque sabe que existe. Não é passagem de quem está indo para outro lugar.

O que tem
A estrutura é de madeira, aberta, no meio da restinga do Campeche. Roots no sentido literal — nada de arquitetura de revista, tudo de pau a pino e mesa comprida.
A entrada é gratuita.
Para comer, há uma área coberta com lojinhas independentes: sushi, hambúrguer, crepe, pratos feitos, açaí. Cada uma toca a sua cozinha, então dá para o grupo pedir coisas diferentes sem ninguém ceder.
Para beber, a cerveja artesanal fica por conta da Unik, com variedade de estilos.
Para comprar, tem lojinhas de prata espalhadas pela estrutura.

Prancha e beach tennis
Duas coisas separam o Casa diPraia de um bar comum de praia.
A primeira é o aluguel de prancha, pelo Surf Sup Club. Você escolhe a prancha pelo seu nível de surf e reserva pelo site deles — o que resolve o problema clássico de chegar na praia e descobrir que só tem prancha de gente que surfa há dez anos.
A segunda é o CT de beach tennis, numa estrutura própria, separada do resto. São quadras de areia com iluminação, o que significa que dá para jogar depois que o sol se põe. Planos e valores ficam no perfil do CT, e vale conferir lá porque muda por temporada.


É lugar de família
Isso não é detalhe pequeno, e muda a decisão de quem vai.
Você vai encontrar criança correndo o tempo todo, com os pais sentados na mesa tomando uma cerveja, comendo açaí ou jogando conversa fora. Não é o pós-praia de balada — é o de fim de tarde com gente de todas as idades no mesmo espaço.
No fim da tarde costuma rolar roda de samba e música ao vivo. Na alta temporada, há também eventos pagos à noite, com estrutura montada para isso.
Quando ir
O horário de funcionamento é terça a domingo, das 12h às 22h; às sextas e sábados até as 23h.
Mas o horário que importa é outro: o Casa diPraia é um lugar de fim de tarde. A estrutura é aberta, a luz entra de lado, e a graça está em chegar da praia por volta das cinco e ficar até escurecer.
Por isso vale conferir a condição do mar antes de sair de casa — se o dia no Campeche vai render praia, o pós-praia vem de brinde. A previsão da Praia do Campeche tem maré, altura de onda e vento atualizados duas vezes por dia.
Dias de vento sul forte no Campeche costumam limpar a praia cedo. Nesses dias, o Casa diPraia funciona ainda melhor: a estrutura fica protegida pela restinga, e o pessoal migra da areia direto para lá.
Uma nota sobre o nome
Se você procurar por "Casa diPraia" pode encontrar duas versões. O lugar existe há anos sob a direção do Alyback, e em 2025 passou a se chamar Viva Casa diPraia — que é como o perfil oficial no Instagram aparece hoje (@vivacasadipraia).
É o mesmo lugar. Se alguém te indicar por um dos dois nomes, é para a mesma trilha de 40 metros.
